terça-feira, 22 de novembro de 2011

Torneiras em viagem: Ererê (parte 1)

Oi pessoas,

Como vocês devem saber (na verdade, vocês nem devem imaginar), passei no concurso dos correios (wheee) e, para delírio da nação, ia ter que, depois do treinamento, me mudar pra uma cidadezinhazinhazinha chamada Ererê.

Pois bem, meu primeiro dia na bendita cidade foi hoje ontem. Minha primeira impressão? Tirem a conclusão por vocês mesmos.

De acordo com a wikipédia, a cidade tem 6853 habitantes. Desses, uns 1000 saem da cidade quase o ano inteiro pra trabalhar com corte de cana. E eu nunca tinha ouvido falar daqui antes de ir fazer o concurso. Quando fui atrás de informação sobre como eu fazia pra chegar neste fim-de-mundo, descobri que só existe um ônibus vindo pra cá por dia. Bom, pelo menos tem ônibus, minha outra opção era ir pra Potiretama, que nem isso tem.

Saí de Russas ontem 5h da manhã (felizmente o gerente daqui também é de Russas, e me deu carona) e cheguei umas 8h. Quando eu fui entrando na cidade, eu já estava no centro. A cidade não é grande, mas não tem só duas ruas como algum repórter quis insinuar. O gerente rodava com o carro pra ir até a casa dele e eu achava tudo igual.

Deixamos as coisas na casa e fomos pra agência. Durante o dia inteiro, só foram 4 postagens de carta, sendo que só 1 foi carta mesmo, as outras eram aquelas correspondências pras igrejas comedoras de dinheiro dos pobres. Mas isso era de se esperar, vamos ver a cidade.


Clima: Eu achava que era impossível, mas a cidade consegue ser mais quente que Russas. Acho que a temperatura média daqui é uns 33 ou 34 graus. E não tem muriçoca perturbando na hora de dormir. Pra quem não gosta de frio (tipo eu), é ótimo. Pena que é praticamente a única coisa boa mesmo que eu vi até agora.

Povo: O povo é bastante hospitaleiro, e até agora eu não vi ninguém brigando na fila de atendimento, como já tive de ver em Russas. Mais um ponto positivo, pelo menos. No entanto, como em toda cidade mínima, eles são meio invasivos, de tipo já ir entrando sem nem pedir licença. Como uma pá de homem sai da cidade o ano todo, a cidade tem muita mulher sem o marido do lado e, por consequência, muito homem andando com a cabeça pesada. Sério, já ouvi umas três histórias do tipo e olha que mal fazem dois dias q eu tô aqui.

Estrutura: Aí é que a coisa começa a desandar. A cidade tinha uma pousada, que não existe mais porque o teto desabou. Tem só um restaurante e só um cyber, que é razoável e só cobra 1 real a hora. Mas já disseram que é só cair um respingo d'água que falta energia, os celulares (detalhe: aqui só pega TIM, e às vezes olhe lá) param de funcionar, e a internet (que já é nada boa) fica fora do ar. A internet do celular é GPRS, e passei quase 2 minutos pra abrir a página inicial do google. Acessar o twitter tá sendo um desafio. Esse post só tá saindo hj pq ontem eu tava no cyber e uma nojenta de uma menina imunda desligou o establilizador.


Beleza: Mais um ponto positivo pra cidade. Como não tem quase ninguém nas ruas de dia, e pela própria estética da cidade, parece um cenário cenográfico. Além disso, a cidade é cercada por serra de quase todos os lados (acho que por isso é tão quente, parece q vc tá dentro de um buraco) e a vista é muito bonita. Fotos num post futuro.

Minha impressão por enquanto?
Isso demonstra o suficiente?

Bom, por hoje é só. Caso aconteça alguma coisa interessante aqui (tipo uma manifestação física do tédio gerado nessa cidade) vamos ter mais pano pra manga.

Como foi bastante usado no twitter hoje,

XOXO

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