quarta-feira, 25 de abril de 2012

Despedida para M

25 de abril de 2012.

Caro M,

Ontem fez uma semana que saí dessa cidade. Mal via a hora de sair desse buraco, e não me arrependo nem um pouco do que fiz; finalmente posso dizer que estou em uma cidade de verdade, com itens básicos para a sobrevivência sã de uma pessoa. Não pretendo nunca mais voltar aí.

Mas sabe uma das coisas que mais me deixa feliz? Não ter mais que trabalhar com você. É, isso mesmo: odiava trabalhar com você. Não por ter sido seu superior, afinal todos nós, no fim das contas, somos meros trabalhadores, e o cargo que era meu poderia ser seu a qualquer momento. Mas por você enxergar em mim um inimigo, como se eu estivesse vigiando qualquer coisa que você fizesse, pronto pra lhe ferrar como eu conseguisse. E por achar que podia fazer a merda que fosse que não teria problema, como se o fato de você estar nesse fim de mundo fosse culpa da empresa, ou pior, minha. Você sabia, muito bem, que a única vaga disponível pra você era lá, então se você optou por ir, AZAR O SEU. Agora aguente feito homem e não venha com choramingo de "ah, moro numa comunidade muito longe e mal passo um dia em casa no fim de semana" e "sou um pobre trabalhador" pra tentar justificar suas faltas em quase todas as segundas. Isso pra mim é conversa de malandro vagabundo. Gente em situação muito pior não está contando suas mazelas por aí, e mais, está desejando um emprego como esse.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

21, ou seria 15?



Milênios depois de ver tanta tietagem em torno do álbum da Adele, 21, eu resolvi um dia escutar, ao menos uma vez, para conhecer alguma outra música dela que não fosse a insuportável 'Someone Like You', que tocou incessantemente em 'Fina Estampa'.

Como eu não tô com muita paciência pra escrever, e só fiz esse post pra derrubar o álbum mesmo, aí vai a impressão que me resta: 21 é um álbum pobre, com letrinhas infantis de uma adolescente tardia com baixa autoestima, deprimida com medo de não encontrar mais alguém que a queira; é o mesmo popzinho vagabundo que estamos acostumados a ouvir, disfarçado com um pianinho e uma batida fajuta de blues, pra todo mundo achar que é cult.

Ache ruim quem quiser. Ouvir Adele não faz de você um amante de boa música, nem te separa dos fãs de Britney, Rihanna, Katy Perry ou Lady Gaga.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vocês nos devem respeito!


Os héteros deveriam respeitar mais os gays, e eu não sou tolo por dizer isso, nem um pouco.

Essa sociedade patriarcal, cristã, racista e misógina, está acostumada, desde muito tempo atrás, a ver o homossexual como escória, um indivíduo marginalizado. Está habituada a normatizar a vida alheia, tomando como parâmetro uma associação putridamente equivocada entre moralidade e religião.

Existe entre as "pessoas honradas" o costume de atribuir ao gay o papel de palhaço. É permitida a existência das bichas caricatas entre as famílias, se elas puderem lhes servir de objeto de zombaria. E é assustadoramente comum que isso aconteça, principalmente nas cidades do interior, onde muitos gays se reduzem a figuras repulsivas e bestializadas, para deleite de uma população sórdida, degradando a própria imagem.

Houve um tempo em que o gay não poderia ter outro trabalho a não ser como cabeleireiro ou organizador de festas, isso sem contar os que se viam desamparados e recorriam à prostituição, fato que ainda hoje acontece... e muito!

No entanto, honrados filhos de Deus, é bom que comecem a nos respeitar. Não somos poucos, não somos burros, não somos o lixo da sociedade que vocês possam esconder debaixo do tapete da hipocrisia religiosa.

Nós criamos a roupa que você usa, ditamos tendência na música que você escuta, somos a base da cultura pop, estabelecemos a pauta nas redes sociais.

Nós educamos os seus filhos, e nem por isso eles são gays. Ainda cortamos o cabelo das suas esposas, e nem por isso elas se tornam lésbicas. Somos mais ricos que vocês, somos seus chefes, somos autoridades, políticos, ídolos. Por isso, vocês deveriam nos respeitar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Torneiras em viagem: Ererê (parte 1)

Oi pessoas,

Como vocês devem saber (na verdade, vocês nem devem imaginar), passei no concurso dos correios (wheee) e, para delírio da nação, ia ter que, depois do treinamento, me mudar pra uma cidadezinhazinhazinha chamada Ererê.

Pois bem, meu primeiro dia na bendita cidade foi hoje ontem. Minha primeira impressão? Tirem a conclusão por vocês mesmos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Serbian Film: quem tem medo de filme pornô?

Tá, então eu assisti o tão comentado A Serbian Film. E o que eu tenho a dizer é que estou decepcionado... Mas calma... Não me entendam mal; não estou dizendo que o filme é ruim; ainda nem falei nada. Em algumas linhas tentarei expor aqui minhas impressões sobre o filme, e por que acho que ele deve ser visto.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Atemporalidades: Radio Flyer e minha viagem à infância

De uns tempos pra cá eu estou numa onda totalmente nostálgica, e rever filmes clássicos da Sessão da Tarde tem sido minha ocupação maior nas últimas semanas.

Agora à noite, na verdade alguns minutos atrás, acabei de assistir Radio Flyer (1992), e ainda estou sob o impacto do filme. Por isso tive que escrever imediatamente, para tentar não perder a catarse da história.

Steam (odisseia a vapor)

[regina duarte mode on] Tempos que eu não posto aqui, não é mesmo minha gente? [regina duarte mode off] Mas sabem como é, a preguiça o trabalho em excesso tira todo o tempo disponível.

Na ressurreição por partes do Torneiras, vamos tirar a poeira da nossa seção de games, que sempre foi tão desprezada, coitada. E vamos começar falando de algo que todo gamer que se preze, se nunca pensou em usar ou se informou mais sobre o que é, pelo menos já ouviu falar no nome: o Steam, e do tormento que eu tenho passado com ele.

O Steam é um serviço criado pela Valve Corporation (a criadora de Half-Life, Counter Strike e Portal, entre outros) de compra e download de jogos. O que não seria nada de mais, visto a penca de pirataria que existe no nosso país e pela internet inteira. Qualquer um pode baixar o jogo que quiser por torrent ou por um desses quaquilhões de blogs de download por aí. O problema é que, como vocês sabem, baixar jogos dessas fontes é ilegal, e assim você não paga o dinheiro da galere que trabalha arduamente no design, som, programação, distribuição, propaganda... e por aí vai. Enfim, baixando jogos piratas você quebra as pernas da indústria de jogos e dificulta a aparição de jogos realmente legais e fodidos. Ou não.